sexta-feira, 19 de setembro de 2008

TBS Shaper e Capas Drifting doam pranchas e capas

Entusiasmados com o projeto social de inclusão no surfe de menores infratores, TBS (Tiago Swinka), Lúcio André e Japa, apóiam a UAMA doando pranchas e capas.
Os três surfistas empresários mantêm uma clientela fiel e satisfeita na sua loja, com qualidade no atendimento e nos produtos comercializados.
Tiago (TBS) é shaper de pranchas com destaque no sul do Brasil, atualmente apoiando o surfista profissional Samuel Serconek, local de Matinhos/PR. Lúcio André fabrica capas de alta qualidade e design inovador.
A parceria firmada com a TBS surfboards fez com que o aparato instrumental do projeto melhorasse muito, beneficiando a execução dos serviços.
A UAMA é grata pela colaboração dos surfistas e pretende estender seus laços por todo o empreendimento social.

Para melhores informações e acesso a produtos qualificados no mercado, entrem no site da loja exposto na relação de links do blog.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Parceria com a Escola de Surf Guardiões do Mar


A UAMA nasceu em 2008 diante das questões sociais e ambientais estampadas na praia de Balneário Camboriú/SC, precisamente frente a criminalidade, o uso de drogas e o mal cuidado com o mar costeiro.

Douglas Aguirre, conhecido como Aguirre, idealizou o projeto social de inclusão no surfe de menores infratores, o qual foi abraçado pelo professor Waldemar Wetter, mais conhecido como Bilo, da Escola de Surf Guardiões do Mar que, por sua vez, incentivou Aguirre a continuar com seu sonho, pois já experimentara a retribuição de auxiliar crianças e adolescentes. Tudo começou para Bilo no dia primeiro de maio de 2006, quando 40 crianças entravam no mar com uma palavra no coração e na cabeça: esperança. Começava nesse dia o projeto de oito meses de gestação: o Projeto Social Surf Comunitário. Uma proposta Idealizada pela Unimed Litora, em parceria com a Viação Praiana, Seara Alimentos, Mormaii de Balneário Camboriú e Unimed Seguros. Em setembro de 2005, os sonhos do professor de surfe Bilo e do médico Cláudio Werner, então presidente da Unimed Litoral em Itajaí, se fundiam.

Para Bilo, ajudar crianças carentes, através do seu esporte preferido, era uma meta. "Sempre ajudei crianças. Às vezes, os pequenos, que estavam na praia juntando latinhas, paravam na minha escolinha e eu os ensinava. Mas nunca tinha sido algo contínuo", lembrou o professor.

Para Cláudio, surfista nas horas de lazer, a idéia veio no sentido de ajudar, através da natureza e do esporte, um grupo de pessoas que pudesse viver numa realidade social diferente. Numa reunião entre o professor Bilo e a diretoria da Unimed, nascia efetivamente o Projeto Social Surf Comunitário.

Ele veste o uniforme do projeto Surf Comunitário, está sentado na areia e espera a chegada dos alunas à praia. Comenta que o mar está fraco, mas que as crianças vão gostar de brincar. Waldemar Wetter, o Bilo, tem 46 anos e uma vida inteira dedicada ao surf. Passo o amor ao esporte preferido para as crianças carentes.

Desde o início do programa, Bilo acompanha os alunos e percebe as mudanças no comportamento. "Principalmente na forma de se relacionarem com outras crianças, com as pessoas na praia e com o meio ambiente". O professor Bilo é o responsável pelo aprendizado das crianças na água, mas admite que nem sempre é fácil. "Alguns têm medo do mar, da prancha, eu tenho que ensinar regras básicas para depois aumentar o grau de dificuldade".

Durante esses dois anos de Surf Comunitário, Bilo se sente realizado. Sempre sonhou em fazer parte de um projeto como esse, ligado ao surf, esporte famoso no país, mas ainda desacreditado. "Aqui já tem muitos alunos em níveis bons de competição, mas o surf está engatinhando, e ainda não ganhou a confiança do grupo empresarial".

Para Bilo, o Projeto ajuda não só as crianças, mas as famílias e outras pessoas envolvidas. "É muito gratificante ajudar. A recompensa que se recebe é maior que qualquer outra coisa". Feliz com os resultados, Bilo acredita que o Projeto de Inclusão no Surfe de Menores Infratores também irá causar grande impacto social, e não pretende medir esforços para ajudar a sociedade e os menores envolvidos.

PROTEÇÃO DOS OCEANOS


Com o objetivo de conhecer melhor a atual situação dos oceanos no Brasil, o Greenpeace selecionou e entrevistou 40 especialistas no assunto, entre membros do governo, representantes de ONGs e pesquisadores acadêmicos ligados ao tema em todo o país. Todos concordam num ponto: os desafios são muitos e urgentes.

Com base nas informações levantadas, o Greenpeace Brasil elaborou o relatório À Deriva - Um Panorama dos Mares Brasileiros, dividido em quatro temas prioritários: Áreas Marinhas Protegidas, Estoques Pesqueiros, Clima e Política Nacional.

O mar quando quebra na praia é bonito, mas também poluído e degradado em termos de biodiversidade e recursos pesqueiros. Os oceanos, que cobrem mais de 70% da superfície do planeta e são fundamentais para o seu equilíbrio climático, estão agonizando em praia pública. E apesar de todos os sinais do iminente colapso, pouco ou nada se faz para evitar essa catástrofe.

A imensidão do mar sempre nos deu a sensação de que temos uma fonte inesgotável de comida logo ali, no litoral. Não é bem assim. Apenas 10% dos oceanos são produtivos em termos de pesca, os 90% restantes são quase desérticos. Mas ainda assim deles retiramos boa parte de nosso sustento alimentar. O problema é que tiramos e tiramos recursos do mar, sem dar tempo para ele se recompor. E de onde tudo se colhe e nada se planta, tudo pode acabar.

Não se fala de outra coisa: o aquecimento global está aí e tem causado inúmeros problemas no planeta. Mas o que não se comenta é o papel fundamental dos oceanos nessa história toda. São eles o grande amortecedor climático do planeta e vêm acomodando a variação da temperatura desde os tempos da Revolução Industrial (século 18). Mas para tudo há um limite e este chegou também para os oceanos.

O Brasil tem uma Secretaria de Pesca (Seap), um Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), um Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Marinha, mas... quem cuida do mar, afinal? Ninguém sabe, nem os integrantes dos órgãos citados. O descaso brasileiro em relação ao mar é por falta de uma organização na gestão, ausência de governança e falta de prioridade. São vários setores do governo cuidando da mesma questão e deixando várias outras à deriva.

Nada paga a liberdade de um homem, diz adolescente

O Programa Ame-se, que coordena, executa e fiscaliza o cumprimento de medidas sócio-educativas em meio aberto para adolescentes com problemas em questões relacionadas a comportamento social está surtindo efeito na sociedade. Segundo as especialistas que atendem ao programa, o número de atendimentos é expressivo. Desde que foi implantado em fevereiro, são de 120 a 140 adolescentes em processo de ressocialização. As medidas sócio-educativas estão previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Lei 8069/90).

O objetivo é reeducá-los para inseri-los de volta à escola formal e profissionalizante e ao mercado de trabalho. São atendidos adolescentes com idade entre 12 e 18 anos, encaminhados pelo juizado da Infância e da Juventude por cometeram ato infracional. Os casos mais comuns são dirigir sem carteira, furto, brigas, uso e tráfico de drogas, entre outros. Para cada caso, é desenvolvido um tratamento e o acompanhamento é específico conforme necessidade e realidade do adolescente.

A coordenadora do programa, Armia Terezinha Kracik, revela que a reincidência tem diminuído significativamente. A confirmação da eficácia do trabalho vem, muitas vezes, em forma de agradecimento nos depoimentos. “Quando eu pensar em roubar vou lembrar de vocês que me ajudaram muito a sair dessa fase ruim da minha vida”, diz um adolescente ressocializado.
“Essa vida de roubo, de drogas, mulheres e dinheiro não é vida”, conclui.

Para Silvia Casagrande, assistente social do Ame-se, é preciso rever conceitos, valores e oferecer apoio e reintegração às famílias. “A maioria dos adolescentes atendidos vêm de uma família desestruturada. Eles estão perdendo o conceito de família, têm baixa escolaridade ou não estuda.”, considera.

Para o próximo ano o programa será ampliado para atender à prevenção e apoio às famílias com a participação de um psiquiatra. “É preciso mudar a concepção de que por eles serem adolescentes nada vai acontecer”, destaca a coordenadora Armia. “Todos precisam de alegria, amizade, amor, esperança, família, juventude, vida, paz, educação e felicidade. São esses componentes que possibilitam oportunizar cidadania ao adolescente e é o que buscamos despertar no Ame-se” avalia Armia. A frase de um dos menores revela o objetivo do grupo: “a vida é feita para ser vivida de cabeça erguida”.

O Programa Ame-se atende aos adolescentes chamados à responsabilidade por um prazo mínimo de seis meses, em casos de liberdade assistida (LA), e prestação de serviços à comunidade (PSC) – período máximo de seis meses. Há outras quatro formas de aplicação de medidas de proteção como internação, semiliberdade, reparação de danos e advertências executadas pelo juizado da
Infância e Juventude e pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.

O programa Ame-se é desenvolvido pela Pastoral da Criança e atende junto à Vara da Família, Infância e Juventude com uma equipe multidisciplinar composta por duas coordenadoras, uma psicóloga, uma assistente social, uma pedagoga e três estagiários. É mantido com recursos do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente com gestão do Conselho Municipal de Direitos e da Secretaria Municipal da Mulher, Criança, Adolescente, Idoso, Trabalho e Desenvolvimento Comunitário/ Prefeitura de Balneário Camboriú.