
A UAMA nasceu em 2008 diante das questões sociais e ambientais estampadas na praia de Balneário Camboriú/SC, precisamente frente a criminalidade, o uso de drogas e o mal cuidado com o mar costeiro.
Douglas Aguirre, conhecido como Aguirre, idealizou o projeto social de inclusão no surfe de menores infratores, o qual foi abraçado pelo professor Waldemar Wetter, mais conhecido como Bilo, da Escola de Surf Guardiões do Mar que, por sua vez, incentivou Aguirre a continuar com seu sonho, pois já experimentara a retribuição de auxiliar crianças e adolescentes. Tudo começou para Bilo no dia primeiro de maio de 2006, quando 40 crianças entravam no mar com uma palavra no coração e na cabeça: esperança. Começava nesse dia o projeto de oito meses de gestação: o Projeto Social Surf Comunitário. Uma proposta Idealizada pela Unimed Litora, em parceria com a Viação Praiana, Seara Alimentos, Mormaii de Balneário Camboriú e Unimed Seguros. Em setembro de 2005, os sonhos do professor de surfe Bilo e do médico Cláudio Werner, então presidente da Unimed Litoral em Itajaí, se fundiam.
Para Bilo, ajudar crianças carentes, através do seu esporte preferido, era uma meta. "Sempre ajudei crianças. Às vezes, os pequenos, que estavam na praia juntando latinhas, paravam na minha escolinha e eu os ensinava. Mas nunca tinha sido algo contínuo", lembrou o professor.
Para Cláudio, surfista nas horas de lazer, a idéia veio no sentido de ajudar, através da natureza e do esporte, um grupo de pessoas que pudesse viver numa realidade social diferente. Numa reunião entre o professor Bilo e a diretoria da Unimed, nascia efetivamente o Projeto Social Surf Comunitário.
Ele veste o uniforme do projeto Surf Comunitário, está sentado na areia e espera a chegada dos alunas à praia. Comenta que o mar está fraco, mas que as crianças vão gostar de brincar. Waldemar Wetter, o Bilo, tem 46 anos e uma vida inteira dedicada ao surf. Passo o amor ao esporte preferido para as crianças carentes.
Desde o início do programa, Bilo acompanha os alunos e percebe as mudanças no comportamento. "Principalmente na forma de se relacionarem com outras crianças, com as pessoas na praia e com o meio ambiente". O professor Bilo é o responsável pelo aprendizado das crianças na água, mas admite que nem sempre é fácil. "Alguns têm medo do mar, da prancha, eu tenho que ensinar regras básicas para depois aumentar o grau de dificuldade".
Durante esses dois anos de Surf Comunitário, Bilo se sente realizado. Sempre sonhou em fazer parte de um projeto como esse, ligado ao surf, esporte famoso no país, mas ainda desacreditado. "Aqui já tem muitos alunos em níveis bons de competição, mas o surf está engatinhando, e ainda não ganhou a confiança do grupo empresarial".
Para Bilo, o Projeto ajuda não só as crianças, mas as famílias e outras pessoas envolvidas. "É muito gratificante ajudar. A recompensa que se recebe é maior que qualquer outra coisa". Feliz com os resultados, Bilo acredita que o Projeto de Inclusão no Surfe de Menores Infratores também irá causar grande impacto social, e não pretende medir esforços para ajudar a sociedade e os menores envolvidos.